Afinal, com que idade deixamos de viver?

 

Ontem, na minha live, contei a história de Cíntia, uma senhora de 64 anos que encontrou o amor quando menos esperava: na fila de um banco.


No começo, ela mesma não sabia exatamente o que estava sentindo. Três meses depois, percebeu que aquilo era amor.

Eles assumiram o relacionamento e decidiram conversar com a família.

A família dele aceitou.

Mas, na família dela, suas filhas não aceitaram.

E foi aí que a história tomou um rumo que me fez pensar muito.

Cíntia tinha um apartamento em seu nome, mas também estava no nome das filhas. Por causa do relacionamento, ela acabou tendo que sair de casa.

Aos 64 anos, vivendo de sua aposentadoria, ela precisou recomeçar.

E recomeçou.

Com o tempo, com a ajuda do companheiro e fazendo doces, os dois abriram uma pequena doceria e começaram a construir uma nova vida juntos.

E aqui está a parte que mais me faz pensar:

Cíntia não estava terminando a vida. Ela estava começando uma nova fase dela.

Mas, para algumas pessoas, parece que chegar a determinada idade significa que devemos parar de sonhar, de amar, de escolher e até de decidir sobre a própria vida.

E eu pergunto:

Em que momento os filhos deixam de ser filhos e passam a decidir pelos pais?

Será que porque nossos pais envelhecem eles deixam de ter desejos?

Deixam de sentir amor?

Deixam de poder escolher com quem querem viver?

É claro que filhos podem aconselhar, preocupar-se e querer proteger seus pais. Isso também é amor.

Mas existe uma diferença entre cuidar e controlar.

Cíntia viveu cinco anos afastada das filhas.

Cinco anos.

E somente depois desse tempo elas voltaram a falar com ela.

Agora eu quero trazer essa história para você, meu leitor.

Quantos pais chegam à aposentadoria depois de uma vida inteira trabalhando e, quando finalmente poderiam viver um pouco mais para si, acabam deixando seus próprios desejos de lado?

Será que estamos, sem perceber, colocando nossos pais novamente no papel de crianças, como se já não fossem capazes de escolher?

E existe outra reflexão importante:

Até onde o dinheiro, a aposentadoria ou os bens dos pais podem interferir na liberdade deles de viver?

Não estou aqui para dizer quem está certo ou errado.

Quero apenas que você pense.

Porque talvez nossos pais não precisem que decidamos por eles.

Talvez, muitas vezes, eles precisem apenas de alguém que diga:

“Mãe, pai, eu quero que você seja feliz.”

Cíntia teve coragem de recomeçar.

E talvez essa seja uma das maiores lições dessa história: a vida não termina quando os outros acham que deveria terminar.

Então, meu querido leitor, quero deixar essa pergunta para você:

Com que idade você acha que uma pessoa deixa de ter o direito de escolher sua própria vida?

E se essa pessoa fosse sua mãe ou seu pai...

você escolheria por eles ou caminharia ao lado deles, respeitando suas escolhas?

Com carinho,

Kristiane Nogueira
Deusa da Prosperidade ❤️

Este espaço é seu. Quero muito saber o que você pensa sobre essa história.

Comentários

  1. Todos tem liberdade de fazer suas próprias escolhas, mesmo na terceira idade...desde que esteja bem de saúde do corpo e mental...

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